Contágios comunitários aumentam no Paraguai devido aos frágeis controles nas fronteiras

(Foto: Pixabay)

Os frágeis controles nas fronteiras, apesar do fechamento dos principais pontos de entrada no Paraguai, favorecem o aumento de casos locais, fora dos abrigos. Os contágios comunitários, aquelas que ocorrem por meio de contato, passaram dos 25 registrados nos primeiros vinte dias de maio, para 46 casos nesta quinta-feira (28).

Isso significa que em uma semana houve 21 contágios comunitários no país, dos quais 12 ocorreram no Alto Paraná (Ciudad del Este, Minga Guasu e Hernandarias); 6 no Departamento Central (Capiatá, San Lorenzo e Mariano Roque Alonso) e 3 em Assunção, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde Pública (MSP).

O epidemiologista Guillermo Sequera, diretor de Vigilância Sanitária, revelou ao NPY (Notícias do Paraguai) que até agora dois caminhoneiros deram positivo: um paraguaio que retornou de São Paulo e um chileno, de Santiago do Chile. Este último está em estado crítico desde a última segunda-feira e segue em tratamento intensivo no Instituto Nacional de Doenças Respiratórias e Ambientais (Ineram).

Ontem, foi confirmado que três pessoas que deram positivo no Departamento Central tiveram contato com o caminhoneiro que teria violado o protocolo específico de quarentena antes de entrar no país, aproveitado a fragilidade no posto de fronteira.

“Isso vai explodir a qualquer momento”, alertou a Dra. Graciela Russomando, coordenadora do Laboratório do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). Ele disse que as pessoas infectadas têm “carga viral muito alta”.

Sequera anunciou que vai transferir toda a “tropa” que coordena para reforçar os controles nas fronteiras. “Na próxima semana pretendemos ir aos pontos de fronteira com o Brasil como Cidade do Este, Pedro Juan Caballero e Salto do Guairá”, afirmou.

Fronteira perigosa

O Dr. Carlos Torras, coordenador dos Albergues no departamento de Alto Paraná, revelou que o contrabando de mercadorias e o cruzamento irregular de pessoas ainda ocorrem. De acordo com ele, uma média de 30 pessoas por dia são detidas após atravessar o rio e são encaminhadas para os abrigos onde cumprem a quarentena.

Os paseros, como são chamadas as pessoas que cruzam a fronteira ilegalmente com mercadorias, podem ser controlados? “Não estou dizendo que é impossível, mas é bastante difícil. A Marinha apreende aproximadamente 30 pessoas por dia. São os paseros que estão contrabandeando, que são detidos e depois vão para os abrigos”, disse Torras.

O bom, segundo ele, é que em Foz de Iguaçu há poucos infectados, mas muitas pessoas vêm de São Paulo e atravessam irregularmente a fronteira, alerta. “São os que não queriam esperar na Ponte da Amizade. Então, eles atravessam o rio em pequenas embarcações. Essas são pessoas perigosas porque não vão para os abrigos “, disse.

Alto Paraná, registrou nesta quinta-feira (28), 8 casos positivos, todos com contágio comunitário, segundo Wilson Ferreira, correspondente do ÚltimaHora.

Além disso, na “fronteira invisível” entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, os militares estão trabalhando muito para tentar controlar a circulação de pessoas. Diariamente, especialmente à noite e de manhã cedo, as pessoas atravessam clandestinamente de um lado da fronteira para o outro.

O Paraguai contabilizou ontem 900 casos de Covid-19 no país.

Leia mais: https://www.ultimahora.com/contagios-comunitarios-aumentan-fragiles-controles-fronteras-n2887580.html

Publicado por Cris Loose

Sou jornalista formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Comunicação e Marketing e com experiência em TV, rádio, impresso e assessoria. Aprendiz de jornalismo no mundo digital e apaixonada por informação.

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