Autoridades sugerem “certificado sanitário” para reabrir a Ponte da Amizade

Foz do Iguaçu replicaria o controle sanitário para uma passagem gradual da fronteira.


Apesar de o Alto Paraná ser um dos focos de contágio no Paraguai, o governo e as autoridades de saúde do departamento estão analisando, junto com autoridades do Paraná, a possibilidade de estabelecer um tipo de “certificado de saúde” que permita um movimento controlado e restrito de pessoas, nos dois lados da ponte da amizade.

Esse cenário de reabertura gradual da passagem de fronteira leva em consideração o fato de a maioria dos proprietários de empresas de Ciudad del Este, morar no Brasil.

“Aqui temos dois problemas: abrimos tudo e todos morremos de Covid; ou mantemos tudo fechado e passamos fome ”, disse o Dr. Carlos Torrás, coordenador médico e organizacional de atendimento pré-hospitalar do Covid-19 em Alto Paraná.

Ele é a favor de um “meio termo” ou seja, de acordo com o que acontece nas fases da quarentena, o ideal seria “abrir as fronteiras, a ponte ou as lojas gradualmente e com rigorosos controles sanitários”.

Na opinião do médico, isso envolveria a realização de “testes diários” da Covid para que quem entre no Paraguai receba uma autorização de saúde temporária.

“Se você fizer testes e fornecer um registro ou certificado de saúde que possa ser usado, que dure quatro ou cinco dias, você poderá fazer isso. Mas não poderemos abrir para o público em geral ”, explicou Torrás, logo após deixar uma teleconferência que realizou com autoridades brasileiras e na qual foi discutido um protocolo de saúde comum para os dois países.

“Se pensarmos assim, respeitamos o tratado do Mercosul que diz ‘trânsito livre a até 12 quilômetros do lado da fronteira’. Desta maneira você pode habilitar a ponte para que os cidadãos que vivem em Ciudad del Este e os cidadãos que vivem em Foz de Iguaçu consigam transitar em ambos os lados, de maneira controlada”, explicou.

Ele insistiu que essa eventual flexibilização deveria ser uma estratégia multissetorial e bilateral entre as duas cidades. Isso considerando que no Brasil não há restrições como no Paraguai.

Torrás garantiu que o prefeito de Foz, Francisco Lacerda, e o secretário de Saúde Pública do Estado do Paraná estão comprometidos em replicar os protocolos de saúde do Paraguai.

Leia mais: https://www.ultimahora.com/piensan-cedula-sanitaria-reabrir-el-puente-cde-n2888017.html

Publicado por Cris Loose

Sou jornalista formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Comunicação e Marketing e com experiência em TV, rádio, impresso e assessoria. Aprendiz de jornalismo no mundo digital e apaixonada por informação.

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